Para assinalar o encerramento da Semana das Espécies Invasoras 2026, realizou-se hoje uma atividade de identificação e mapeamento de espécies invasoras na área da Rede Natura 2000 do Pico do Facho, integrada no projeto BESTLIFE2030 STOP Predators.
A iniciativa reuniu nove participantes, que percorreram a área utilizando a aplicação iNaturalist para fotografar, identificar e registar diferentes espécies presentes no local. A atividade teve como principal objetivo aumentar o conhecimento sobre a distribuição das espécies invasoras e sensibilizar a comunidade para os impactes que estas podem causar na biodiversidade regional.
Ao longo da caminhada, foram observadas dezenas de espécies de fauna e flora, incluindo várias espécies invasoras e exóticas com potencial impacto nos ecossistemas locais. Entre as espécies registadas destacam-se a acácia (Acacia mearnsii), a abundância (Ageratina adenophora), a leucena (Leucaena leucocephala), o rícino ou carrapateira (Ricinus communis), a tabaibeira (Opuntia ficus-indica) e a milhã-graminheira (Paspalum dilatatum).
Para além das espécies invasoras, os participantes identificaram também diversas espécies nativas e endémicas da Madeira, como o ensaião (Aeonium glutinosum), a malfurada (Globularia salicina), o seixeiro (Salix pedicellata canariensis) e o gafanhoto-da-Madeira (Calliptamus madeirae), bem como várias aves, insetos e outros organismos que enriquecem a biodiversidade do Pico do Facho.
Entre os registos efetuados encontram-se ainda espécies como a borboleta-monarca (Danaus plexippus), o francelho (Falco tinnunculus canariensis), a gaivota-de-patas-amarelas (Larus michahellis atlantis), a rã-verde (Pelophylax perezi) e a libelinha-anã (Ischnura pumilio).
Os dados recolhidos através do iNaturalist contribuirão para melhorar o conhecimento sobre a ocorrência e distribuição das espécies invasoras na região, fornecendo informação útil para futuras ações de monitorização, gestão e conservação da natureza.
A atividade reforçou ainda a importância da participação cidadã na proteção da biodiversidade, demonstrando como ferramentas digitais de ciência cidadã podem apoiar o estudo e a conservação dos ecossistemas naturais da Madeira.