O patrulhamento das ruas para salvar aves marinhas de forma sistemática (seguindo uma metodologia específica) decorre entre 23 de outubro e 5 de novembro, na Madeira, Açores e Canárias. Para resgatar aves marinhas em segurança, devemos conhecê-las, saber identificá-las e como prosseguir ao encontrá-las.

 

Para tal, a SPEA disponibiliza de ações de formação presenciais e online, direcionada para voluntários que irão fazer parte das brigadas científicas na Madeira. Os temas abordados são a poluição luminosa, de que modo esta afeta as aves marinhas, insetos, morcegos e os seres humanos. Ainda, é fornecida formação teórica e prática sobre as espécies de aves na Madeira e metodologias de censos, formação em SIG’s e outras temáticas na área da biologia.

 

Assim, os voluntários recebem a orientação necessária para as duas semanas de patrulhas, tais como uma pequena introdução sobre a Campanha Salve uma Ave Marinha, os materiais necessários a utilizar (frontal, colete refletor, caixas de cartão), e como preencher a ficha de campo (hora e local de recolha, estado da ave, estado do tempo, entre outras).

Carina Moreira

Além das formações, o programa da Campanha Salve uma Ave Marinha oferece visitas guiadas, atividades de teambuilding e sessões de anilhagem e libertação de cagarras. Uma experiência única para os amantes da natureza.

 

Em 2023, recebemos 13 voluntários de outras regiões, sendo que em 2024 são 12 voluntários de Barcelona e Portugal Continental que visitam a Madeira para fazerem parte deste programa de voluntariado.

Todos os anos, a poluição luminosa leva a que centenas de juvenis de aves marinhas fiquem desorientadas e caiam nas nossas cidades. Com a ajuda dos nossos voluntários, ao patrulhar as ruas, conseguiremos proteger as nossas aves emblemáticas e ajudá-las a chegar ao mar em segurança.