30 hotéis, 102 restaurantes, 6 escolas e muitas outras entidades já receberam a visita da SPEA. De norte a sul da Madeira, a equipa tem percorrido a ilha para levar uma mensagem simples: é importante proteger as aves marinhas e todos podemos ajudar a fazê-lo.

 

No âmbito da campanha “Salve uma Ave Marinha”, as ações de sensibilização têm chegado a diferentes municípios e a uma grande variedade de espaços e entidades, desde hotéis e restaurantes a escolas, juntas de freguesia, câmaras municipais e estabelecimentos comerciais. O objetivo é alertar para os perigos que as aves marinhas enfrentam, sobretudo durante os primeiros voos dos juvenis, e mostrar como podemos contribuir para a sua proteção.

 

Catarina Varatojo
Catarina Varatojo
Laura Sousa

Esta é uma altura particularmente importante para estas aves. Entre 15 de setembro e 15 de outubro, os juvenis de freira-da-madeira abandonam os ninhos e iniciam os seus primeiros voos em direção ao mar. A partir de 15 de outubro e até 15 de novembro, é a vez dos juvenis de cagarra. Durante estes voos, a iluminação artificial pode desorientá-los e levá-los a cair em zonas urbanas, onde ficam vulneráveis a atropelamentos, predadores e outras ameaças.

 

Durante as visitas, a equipa da SPEA partilha informação sobre os impactos da poluição luminosa e sobre as diferentes formas de ajudar. São distribuídos folhetos com informação sobre a campanha e sobre os procedimentos a seguir caso seja encontrada uma ave marinha encandeada, bem como caixas próprias para o seu resgate seguro.

 

Quem encontra uma ave deve colocá-la cuidadosamente numa destas caixas, mantê-la num local escuro, tranquilo e protegido e contactar de imediato a Rede SOS Vida Selvagem, gerida pelo Instituto das Florestas e Conservação da Natureza, IP-RAM (IFCN).

 

As ações servem também para dar a conhecer as diferentes formas de participação na campanha “Salve uma Ave Marinha”. Entre elas estão as Brigadas de Patrulhamento, que irão decorrer entre 23 de outubro e 5 de novembro, e que permitem apoiar diretamente o resgate de aves marinhas afetadas pela poluição luminosa.

 

Mas proteger estas aves não passa apenas pelo seu resgate. Desligar ou reduzir a iluminação exterior durante este período, evitar luzes direcionadas para o céu e adotar uma iluminação mais adequada são medidas simples que podem fazer a diferença.

 

A SPEA continuará nas próximas semanas a percorrer a ilha, levando esta mensagem a mais entidades e comunidades e procurando envolver cada vez mais pessoas na proteção das aves marinhas.

 

Apoie a Campanha Salve uma Ave Marinha